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Parece que quase todos os dias com longas horas de direção sobram pra mim... desta vez estávamos dirigindo de Cleveland para Washington, uma corrida de 374 milhas passando por 4 estados (Ohio, Pennsylvania, Maryland e District of Columbia). Períodos tão longos dirigindo tendem a ser bastante chatos (quem duvidar, pode perguntar pro Alê que, à esta altura, está PhD no assunto). Eu resolvi, então, inventar atividades que me dessem material para contar no blog. Fizemos uma eleição dos 5 lugares/eventos mais interessantes da viagem até agora. A seguir, o voto de cada um dos viajantes (em ordem alfabética):
Alê: - Adventureland
- Arches National Park
- Disneyland
- Grand Canyon
- Zoológico de Denver
Karin: - Adventureland
- Alê tentando tomar milk-shake, que tinha sido tirado pelo tio Ró
- Arches National Park
- Grand Canyon
- Chicago
Rogério: - Adventureland
- Chicago
- Estrada de Zion National Park a Moab
- Grand Canyon
- Pôr do sol em Cleveland
No cômputo geral, Adventureland e Grand Canyon foram as duas unanimidades.
Outros pontos marcantes da viagem de carro hoje foram o 1.500º trailer visto pelo Alê desde o começo do percurso e termos batido a marca de 3.500 milhas na estrada (no total, já completamos 88% do percurso previsto).
Mas nem só de marcas (ou "achievements", como a Ala gosta de chamar) vivem estes viajantes. Vamos, juntos, descobrindo os Estados Unidos e o seu modo de vida. Entre as nossas descobertas está a de que quanto mais alto o pedágio por aqui, pior a qualidade das estradas. Até chegarmos a Illinois, não tínhamos pago pedágio nenhuma vez e as estradas eram excelentes. Agora, temos pago um dinheirão em cada estrada (acho que só hoje foram mais de $20 em pedágio) e as estradas são estreitas e com o asfalto irregular. Por outro lado, as alternativas não pedagiadas são tão mais longas que, só de gasolina, íamos gastar mais dinheiro; isso sem falar do tempo perdido! Outra constatação é que arrumar onde trocar o óleo é muito difícil por aqui. Nosso carro começou a reclamar do nível do óleo. Liguei na Hertz e eles me disseram pra trocar em qualquer lugar que eles reembolsam. Parece fácil, né? Estamos há 3 dias tentando achar um lugar que troque o óleo, mas o único que achamos até agora estava fechado!!!!
Depois de muitas horas de viagem, finalmente chegamos a Washington. Nosso hotel é super bem localizado, pertinho da Casa Branca, dos museus e dos monumentos nacionais. Como estava ainda claro (eram 7:00 da noite e está anoitecendo só às 9:00), resolvemos ir passear a pé. Passamos pela Casa Branca (que o Alê achou bem pequena pro presidente dos Estados Unidos), pelo Obelisco (a pergunta excelente do Alê, que não soubemos responder, é se o topo do Obelisco é pontudo mesmo ou arredondado; eu disse pra ele que vamos ter que pular de paraquedas em cima do Obelisco pra descobrir se machuca o nosso bum-bum), pelo memorial aos soldados mortos na 2a. guerra e o espelho d'água na frente do Lincoln Memorial, onde a Karin deu uma lição de história americana pro Alê (sobre o movimento dos direitos civis, Martin Luther King e o discurso "I have a dream"). Fomos jantar no Hard Rock Café e, pra variar, chegamos ao hotel bem mais tarde do que planejado.
Até que o dia não foi tão fraco em coisas pra contar....


Hoje foi um daqueles dias longos em que dirigimos bastante. Saimos de Chicago atrasados, logico! Compramos o cafe da manha no caminho pra agilizar, mas realmente so chegamos na estrada depois das 11. Aqui na costa leste (ja estamos no horario do Atlantico, uma hora a menos que o Brasil) as estradas sao piores e sao caras, na Californa as estradas sao otimas e gratuitas... Emfim, vamos dirigindo.La pelas tantas, o transito para totalmente, desligamos o carro e tudo. Nada de nenhuma informacao sobre o que teria acontecido! Ligamos para o Celso, nosso amigo da California, pra ver se ele tinha alguma informacao da frente do computador, mas nada. Depois de uma hora, finalmente chegamos a fonte do problema. Um mega acidente envolvendo dois caminhoes. De la pra Cleaveland foi facil.O problema eh que perdemos uma hora com o fuso horario, depois mais uma com o acidente. chegamos no hotel correndo, tomamos banho e fomos pra sinagoga. O Shabat foi bonito, mas bem longo, cheio de homenagens pra um monte de gente. No final, a esposa do rabino se aproximou da gente e puxou papo. Logico que logo se encantou com o Ale e com o Roger... pobre de mim!Fizemos social com a sinagoga toda e dai saimos pra jantar.Primeiro o Ale disse que nao gostava de bolo de queijo e por isso nao poderia ir no CheesesCake Factory. Dai ele decidiu que tudo bem. Comeu super bem uma alcachofra. Quando oferecemos um pedaco de cheese cake, ele disse como sempre: "Vou experimentar, mas nao vou gostar!" Amou, se nao ta a gente la, ele come tudo!Bom, eh isso.Ah.. logico, faltou falar com mal cheiro. Nao sei se sao os ares americanos, a comida ou se eh genetico, mas o meu amado marido e meu querido sobrinho estao juntos tentando poluir os Estados Unidos. A cada cindo minutos um deles abre a janela do carro "urgente" pra expelir os maus cheiros produzidos por seus corpos. Novamente, pobre de mim!

















Hoje tivemos um dia bem puxado. Acordamos às 8:00, sem direito a chorinho como nos dias anteriores (o Alê acordou às 7:00, para escerever no diário dele). Nos preparamos em tempo recorde, e às 8:20 já estávamos na rua. Tomamos café da manhã fora do hotel (estamos ficando em um Hilton e tudo aqui é MUITO caro!), encontramos a Naomi (uma amiga nossa cujos pais moram a uma hora de Chicago) e fomos pra Sears Tower, um dos prédios mais altos do mundo. De lá vimos boa parte da cidade e todos os lugares onde tínhamos ido ontem.
Depois, nós pegamos o metrô (que aqui corre em cima de viadutos) e fomos passear pela cidade. Andamos ao longo do rio, vimos um prédio que além de garagem para carros tem também entrada pra barcos, o prédio do Chicago Tribune que tem pedras de várias construções históricas ao redor do mundo (por ex., da torre de David em Jerusalém e da catedral de Notre Dame em Paris; como eles conseguiram tirar essas pedras de lá a gente não conseguiu descobrir). Enquanto estávamos passeando pela cidade, começou a bater um vento bem forte e entendemos por que Chicago é conhecida como a cidade dos ventos.
Após o almoço (cachorro quente que, pelo que a Naomi disse, é uma tradição local), continuamos a passear pela cidade: fomos até o John Hancock building (onde fica a sede da DiamondCluster, onde eu trabalhava no Brasil), nos despedimos da Naomi e passamos no Millennium Park, onde tem um espaço para concertos a céu aberto desenhado pelo Frank Gehry (o mesmo do Gugenheim de Bilbao e do Disney Hall de Los Angeles) que é fenomenal, e uma escultura de feijão que gera uns reflexos muito doidos.
Fomos então ao aquário de Chicago, onde estava havendo um evento de Jazz no aquário (uma coisa meio maluca de americano, onde fica uma banda tocando Jazz e o pessoal jantando e/ou tomando drinks enquanto vê os peixes; o problema é que alguns dos buffets ficam na frente dos aquários, impedindo que a gente visse os peixes direito!). O ponto alto do aquário foram as baleias (inclusive uma filhote, que vai completar um ano um dia depois do meu aniversário com o Alê) e os golfinhos.
Saímos do aquário com os pés doendo de tanto andar, e o Alê caindo em pé de tanto sono, mas ainda queríamos experimentar a deep pan pizza, da qual todo mundo tinha falado tanto. Fomos ao Lou Malnati que, segundo a Naomi, tem a melhor pizza deste tipo em Chicago. Voltamos pro hotel acabados! A Karin tirou o tênis no corredor do hotel, nem esperou chegar até o quarto... Hoje vamos bater o recorde de dormir cedo!
Chicago foi demais! Com certeza vamos voltar pra explorar todas as outras coisas que não deu tempo de ver.


Tomamos café no hotel e, como sempre... estrada, estrada e mais estrada. Paramos para almoçar sanduíche no Arby's. Depois pegamos mais estrada e chegamos em Chicago. Chegando no hotel, fizemos xixi e nos preparamos para jantar. Andamos bastante mas conseguimos. Quando chegamos lá, só tinha mexicano no restaurante e o Brasil estava jogando contra o México e perdeu de 2x0. Depois que vimos isso, fomos de taxi até o hotel e fomos dormir.




Acordamos e saimos do hotel em Grand Island, Nebraska. Hoje tinhamos que dirigir bastante. Paramos para almocar no Mc Donalds, algo que o Ale nunca gosta muito ;-)! Entramos no estado do Iowa, que cheira a vaca, ou como podemos dizer, cheira como se elas estivessem constantemente com dor de barriga... e tem bastante plantacao. Nos estados que passamos antes nao tinha muita agricultura, era sempre bastante deserto.
Chegamos a nossa parada divertida la pelas 3 da tarde: Adventureland. Este eh um parque de diversoes e montanhas russas bem legal. Estava super vazio, o oposto da Disney, e tinha bastante brinquedo radical. Fomos no elevador, montanhas russas, e carrinhos que caem na agua que logico nos molharam bastante. Foi bem divertido. Na maioria dos brinquedos nao tivemos que esperar quase nada na fila, e algumas vezes podiamos ficar no carrinho e ir de novo no brinquedo, pois nao tinha ninguem esperando.
De la, pegamos o carro e dirigimos mais 1:30 pra chegar a Coralville, onde passamos a noite. No caminho vimos varias casas sendo transportadas em cima de caminhoes, inclusive uma que caiu do caminhao e estava tombada na estrada... Jantamos e vamos pra cama, amanha eh mais um dia puxado pra dirigir.



Hoje foi um dos dias em que mais tivemos que dirigir até agora. Foram 405 milhas, de Denver (no Colorado) até Grand Island (em Nebraska), sem muitas aventuras. Tivemos, no entanto, vários "achievements" que merecem ser mencionados- Passamos dos 50% percorridos na nossa viagem
- Completamos 2.000 milhas (que foram muito bem comemoradas, com narração conjunta do Galvão Bueno, Luciano do Valle e Milton Neves)
- Mudamos mais uma vez de fuso-horário, e agora a diferença com o Brasil são de 2 horas apenas
- Fomos assistir Shrek no cinema de Grand Island. Na nossa sala, estávamos só os 3 assistindo o filme. Na outra sala, em que devia passar Piratas do Caribe, não veio ninguém e eles cancelaram a exibição
Amanhã vai ser outro dia puxado na direção. Tomara que tenhamos mais "achievements" pra contar.










Acordamos às 8:45 e fomos para uma feira. Passeamos para lá, o tio Ró e a tia Karin gostaram de uma joaninha de pelúcia, deixaram pago mas não pegaram por que agora a gente queria ir no museu. Então nós fomos em direção a ele. Mas antes de chegar no muuseu passamos em frente a uma barraquinha que vendia camisas. O tio Ró gostou mas deixou pra comprar na volta. Fomos para o museu. Vimos um monte de obras bonitas e algumas estranhas. Saímos do museu, pegamos a joaninha, eu comprei a camisa pro tio Ró e fomos almoçar em um supermercado e lá eu comi pela 1a. vez na vida salmão com arroz. Depois disso, fomos para o zoológico e lá vimos estes animais, e alguns que eu não sei o nome: búfalo, camelo, dromedalho, girafa, zebras, urso polar, tigre, foca, cobra, enguia, cavalo marinho, peixe, tartarugas, lobo, hiena, canguru, guepardo, elefante, hipopótamo, rinoceronte, bode, bode das montanhas e macados. Depois a gente foi jantar em um restaurante chamado sunday. Depois fomos para o hotel dormir.