Pois é.... chegou ao fim.
Hoje de manhã, a Karin levou o Alê e eu até o aeroporto, onde pegamos o vôo pra Miami.
Como todos os vôos dessa viagem, nada saiu como planejado. Pra começar, quando tentei marcar nossos lugares pela Internet, só tinha um lugar disponível e ainda por cima dizia que o bilhete do Alê tinha sido cancelado. Liguei pra American e pra TAM até descobrir que tudo estava bem. Mas era bom chegar cedo no aeroporto, por que o vôo estava cheio. Chegamos duas horas antes do vôo e até conseguimos sentar juntos. Quando estávamos no meio do vôo, o comandante começou a falar em tempestadas pela costa leste, e o atraso da nossa chegada foi aumentando, aumentando, aumentando, até que a chuva parou, todos os aviões que estavam em fila no céu pousaram e chegou também a nossa vez. Quando chegamos ao aeroporto, a Simone (vó do Alê), já estava de cabelo em pé de tanto perguntar pra todo mundo o que tinha acontecido com o nosso vôo.
Na hora de se despedir do Alê, não foi fácil. Ele foi realmente um companheiro de viagem excepcional, muito melhor do que esperávamos ou podíamos torcer. Vai ser difícil voltar a viajar de carro sem ficar contando todos os trailers, ou brincado de jokei-pô e "a palavra é".
Depois, foi a vez da novela de pegar o meu vôo de volta. Como todo o resto no aeroporto de Miami, ele estava atrasado (BEM atrasado), mas pra piorar, o check-in automático não conseguiu me dar o número do assento, o que parecia uma indicação de que ia ter overbook e que eu ia ter problemas pra embarcar. Não teve nada disso; consegui meu lugar na janelinha e o avião chegou em Boston antes do esperado!
Agora estamos a Karin e eu aqui em casa. Sem TV, com a Internet funcionando super mal e, pior de tudo, sem o Alê. O negócio é ir pra cama...
quinta-feira, 5 de julho de 2007
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Nosso último dia juntos


Acordamos tarde, tomamos café e pegamos o trem que nos levou ao centro da cidade, e que lá marcamos encontro com o Levy. Quando chegamos, encontrei o pai e o irmão do Levy, que logo chamaram o Levy.
Fomos todos almoçar, eu não lembro do que cada um comeu, mas eu finalmente comi arroz com feijão. Depois, fomos em um parque empinar pipa. Mais tarde, me despedi do Levy, peguei o trem, voltei pra casa, jantei e dormi.
terça-feira, 3 de julho de 2007
A chegada em Boston





Etapa final da viagem.... as últimas 200 milhas. Saímos de Dansbury cedo e pegamos a estrada. Depois de uma hora, comemoramos as 4.000 milhas viajando. Mais uma hora e estávamos entrando em Boston. Paramos no Hebrew College pra mostrar pro Alê onde eu vou estudar, almoçamos em um chinês lá perto e de lá fomos até a casa que alugamos pelo verão.
Depois de descarregarmos o carro, tínhamos que passar na Hertz pra devolver o carro e pegar um outro menor. Foi aí que começou nosso pesadelo. Um monte de gente já tinha avisado que as ruas em Boston são bem confusas e foi justamente por isso que decidimos comprar um GPS. O que ninguém tinha nos avisado, no entanto, é que até o GPS fica confuso em Boston! Tínhamos que passar em um posto de gasolina antes de chegar na Hertz, e o GPS nos indicou um que não existia. Depois, ele fez a gente passar pelo pedágio umas três vezes. Finalmente, resolvemos ignorar o que o GPS dizia, passamos no posto e fomos na Hertz. Devolvemos o carro com 4.106 milhas, só 14% a mais do que as 3.600 que a gente tinha originalmente planejado.
Saímos da Hertz com um outro carro (um Ford Focus) e queríamos aproveitar pra passar e ver o mar. Tínhamos começado nossa viagem visitando o Pacífico e queríamos terminá-la vendo o Atlântico. Pra que??? O GPS ficou doidinho e nos fez dar voltas pela cidade inteira antes de nos levar a um parque do lado do mar (e do lado da Hertz, onde originalmente estávamos). Ficamos lá um pouco, vimos um montão de aviões pousar e resolvemos ir pra casa jantar e dormir. Mais uma vez o GPS nos levou por caminhos tortos, insistindo que passássemos por ruas proibidas para carros e nos forçando a ignorar as suas indicações até estarmos quase de volta em casa. Comemos sanduiche de peito de perú e apagamos na cama. Estávamos mortinhos.
Amanhã, é 4 de julho e precisamos de força pra comemorar!
P.S. - A Internet aqui tá bem ruinzinha, então vamos ter que limitar a quantidade de fotos...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Reta Final




Hoje resolvemos tentar ser mais eficientes. Acordamos tomamos cafe no quarto e saimos. O hotel que ficamos aqui eh bem localizado, mas o pessoal nao foi muito simpatico. Na hora do check out, resolveram nao cobrar nosso estacionamento (que era bem caro) e pela primeira vez o pessoal da recepcao foi simpatico. Mesmo assim, fomos embora.
Uma hora de viagem, talvez menos, chegamos em Baltimore. Uma cidadezinha linda na bera do porto. Cheio de gente andando por ali, um pessoal de camisa e gravata indo almocar so que ao inves de sapato, usavam chinelos, algo que so americano faz. No porto tinha um submarino de guerra aposentado. Este submarino da marinha americana afundou o ultimo navio japones na Segunda Guerra. Foi bem legal entrar pra conhecer.
Almocamos em Baltimore e seguimos viagem. Passamos por New York de longe, fugindo do transito. Chegamos ao hotel em Danbury as 7:30 da noite. Curtimos um pouco a piscina, saimos pra jantar e fomos dormir. Amanha chegaremos em Boston!! Chagar la eh bom e ruim, eh bom pois vamos poder dormir "em casa" mas eh triste pois vai acabar a viagem... e o Ale vai embora.
domingo, 1 de julho de 2007
Nosso dia em Washington





Acordamos e fomos tomar café no super-mercado. Depois a gente foi no Museu Aero-Espacial e lá tem foguete, planetário, mini avião, jato de guerra e cápsula. Depois almoçamos em um restaurante que fica na galeria nacional de arte. Depois fomos jogar frisbee no jardim, pegamos o metrô e voltamos para o hotel e saímos para dar uma volta de carro em Washington. Adormeci e meus tios foram no super-mercado enquanto eu estava dormindo. Voltamos para o hotel, comemos e dormimos.
sábado, 30 de junho de 2007
Procurando assunto pra contar






Parece que quase todos os dias com longas horas de direção sobram pra mim... desta vez estávamos dirigindo de Cleveland para Washington, uma corrida de 374 milhas passando por 4 estados (Ohio, Pennsylvania, Maryland e District of Columbia). Períodos tão longos dirigindo tendem a ser bastante chatos (quem duvidar, pode perguntar pro Alê que, à esta altura, está PhD no assunto). Eu resolvi, então, inventar atividades que me dessem material para contar no blog. Fizemos uma eleição dos 5 lugares/eventos mais interessantes da viagem até agora. A seguir, o voto de cada um dos viajantes (em ordem alfabética):
Alê:
- Adventureland
- Arches National Park
- Disneyland
- Grand Canyon
- Zoológico de Denver
- Adventureland
- Alê tentando tomar milk-shake, que tinha sido tirado pelo tio Ró
- Arches National Park
- Grand Canyon
- Chicago
- Adventureland
- Chicago
- Estrada de Zion National Park a Moab
- Grand Canyon
- Pôr do sol em Cleveland
Outros pontos marcantes da viagem de carro hoje foram o 1.500º trailer visto pelo Alê desde o começo do percurso e termos batido a marca de 3.500 milhas na estrada (no total, já completamos 88% do percurso previsto).
Mas nem só de marcas (ou "achievements", como a Ala gosta de chamar) vivem estes viajantes. Vamos, juntos, descobrindo os Estados Unidos e o seu modo de vida. Entre as nossas descobertas está a de que quanto mais alto o pedágio por aqui, pior a qualidade das estradas. Até chegarmos a Illinois, não tínhamos pago pedágio nenhuma vez e as estradas eram excelentes. Agora, temos pago um dinheirão em cada estrada (acho que só hoje foram mais de $20 em pedágio) e as estradas são estreitas e com o asfalto irregular. Por outro lado, as alternativas não pedagiadas são tão mais longas que, só de gasolina, íamos gastar mais dinheiro; isso sem falar do tempo perdido! Outra constatação é que arrumar onde trocar o óleo é muito difícil por aqui. Nosso carro começou a reclamar do nível do óleo. Liguei na Hertz e eles me disseram pra trocar em qualquer lugar que eles reembolsam. Parece fácil, né? Estamos há 3 dias tentando achar um lugar que troque o óleo, mas o único que achamos até agora estava fechado!!!!
Depois de muitas horas de viagem, finalmente chegamos a Washington. Nosso hotel é super bem localizado, pertinho da Casa Branca, dos museus e dos monumentos nacionais. Como estava ainda claro (eram 7:00 da noite e está anoitecendo só às 9:00), resolvemos ir passear a pé. Passamos pela Casa Branca (que o Alê achou bem pequena pro presidente dos Estados Unidos), pelo Obelisco (a pergunta excelente do Alê, que não soubemos responder, é se o topo do Obelisco é pontudo mesmo ou arredondado; eu disse pra ele que vamos ter que pular de paraquedas em cima do Obelisco pra descobrir se machuca o nosso bum-bum), pelo memorial aos soldados mortos na 2a. guerra e o espelho d'água na frente do Lincoln Memorial, onde a Karin deu uma lição de história americana pro Alê (sobre o movimento dos direitos civis, Martin Luther King e o discurso "I have a dream"). Fomos jantar no Hard Rock Café e, pra variar, chegamos ao hotel bem mais tarde do que planejado.
Até que o dia não foi tão fraco em coisas pra contar....
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Dia ao longo da estrada e cheio de mau cheiros



Hoje foi um daqueles dias longos em que dirigimos bastante. Saimos de Chicago atrasados, logico! Compramos o cafe da manha no caminho pra agilizar, mas realmente so chegamos na estrada depois das 11. Aqui na costa leste (ja estamos no horario do Atlantico, uma hora a menos que o Brasil) as estradas sao piores e sao caras, na Californa as estradas sao otimas e gratuitas... Emfim, vamos dirigindo.
La pelas tantas, o transito para totalmente, desligamos o carro e tudo. Nada de nenhuma informacao sobre o que teria acontecido! Ligamos para o Celso, nosso amigo da California, pra ver se ele tinha alguma informacao da frente do computador, mas nada. Depois de uma hora, finalmente chegamos a fonte do problema. Um mega acidente envolvendo dois caminhoes. De la pra Cleaveland foi facil.
O problema eh que perdemos uma hora com o fuso horario, depois mais uma com o acidente. chegamos no hotel correndo, tomamos banho e fomos pra sinagoga. O Shabat foi bonito, mas bem longo, cheio de homenagens pra um monte de gente. No final, a esposa do rabino se aproximou da gente e puxou papo. Logico que logo se encantou com o Ale e com o Roger... pobre de mim!
Fizemos social com a sinagoga toda e dai saimos pra jantar.
Primeiro o Ale disse que nao gostava de bolo de queijo e por isso nao poderia ir no CheesesCake Factory. Dai ele decidiu que tudo bem. Comeu super bem uma alcachofra. Quando oferecemos um pedaco de cheese cake, ele disse como sempre: "Vou experimentar, mas nao vou gostar!" Amou, se nao ta a gente la, ele come tudo!
Bom, eh isso.
Ah.. logico, faltou falar com mal cheiro. Nao sei se sao os ares americanos, a comida ou se eh genetico, mas o meu amado marido e meu querido sobrinho estao juntos tentando poluir os Estados Unidos. A cada cindo minutos um deles abre a janela do carro "urgente" pra expelir os maus cheiros produzidos por seus corpos. Novamente, pobre de mim!
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Um dia puxado e ventado em Chicago


















Hoje tivemos um dia bem puxado. Acordamos às 8:00, sem direito a chorinho como nos dias anteriores (o Alê acordou às 7:00, para escerever no diário dele). Nos preparamos em tempo recorde, e às 8:20 já estávamos na rua. Tomamos café da manhã fora do hotel (estamos ficando em um Hilton e tudo aqui é MUITO caro!), encontramos a Naomi (uma amiga nossa cujos pais moram a uma hora de Chicago) e fomos pra Sears Tower, um dos prédios mais altos do mundo. De lá vimos boa parte da cidade e todos os lugares onde tínhamos ido ontem.
Depois, nós pegamos o metrô (que aqui corre em cima de viadutos) e fomos passear pela cidade. Andamos ao longo do rio, vimos um prédio que além de garagem para carros tem também entrada pra barcos, o prédio do Chicago Tribune que tem pedras de várias construções históricas ao redor do mundo (por ex., da torre de David em Jerusalém e da catedral de Notre Dame em Paris; como eles conseguiram tirar essas pedras de lá a gente não conseguiu descobrir). Enquanto estávamos passeando pela cidade, começou a bater um vento bem forte e entendemos por que Chicago é conhecida como a cidade dos ventos.
Após o almoço (cachorro quente que, pelo que a Naomi disse, é uma tradição local), continuamos a passear pela cidade: fomos até o John Hancock building (onde fica a sede da DiamondCluster, onde eu trabalhava no Brasil), nos despedimos da Naomi e passamos no Millennium Park, onde tem um espaço para concertos a céu aberto desenhado pelo Frank Gehry (o mesmo do Gugenheim de Bilbao e do Disney Hall de Los Angeles) que é fenomenal, e uma escultura de feijão que gera uns reflexos muito doidos.
Fomos então ao aquário de Chicago, onde estava havendo um evento de Jazz no aquário (uma coisa meio maluca de americano, onde fica uma banda tocando Jazz e o pessoal jantando e/ou tomando drinks enquanto vê os peixes; o problema é que alguns dos buffets ficam na frente dos aquários, impedindo que a gente visse os peixes direito!). O ponto alto do aquário foram as baleias (inclusive uma filhote, que vai completar um ano um dia depois do meu aniversário com o Alê) e os golfinhos.
Saímos do aquário com os pés doendo de tanto andar, e o Alê caindo em pé de tanto sono, mas ainda queríamos experimentar a deep pan pizza, da qual todo mundo tinha falado tanto. Fomos ao Lou Malnati que, segundo a Naomi, tem a melhor pizza deste tipo em Chicago. Voltamos pro hotel acabados! A Karin tirou o tênis no corredor do hotel, nem esperou chegar até o quarto... Hoje vamos bater o recorde de dormir cedo!
Chicago foi demais! Com certeza vamos voltar pra explorar todas as outras coisas que não deu tempo de ver.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Vergonha para os brasileiros


Tomamos café no hotel e, como sempre... estrada, estrada e mais estrada. Paramos para almoçar sanduíche no Arby's. Depois pegamos mais estrada e chegamos em Chicago. Chegando no hotel, fizemos xixi e nos preparamos para jantar. Andamos bastante mas conseguimos. Quando chegamos lá, só tinha mexicano no restaurante e o Brasil estava jogando contra o México e perdeu de 2x0. Depois que vimos isso, fomos de taxi até o hotel e fomos dormir.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Cheirinho agradavel




Acordamos e saimos do hotel em Grand Island, Nebraska. Hoje tinhamos que dirigir bastante. Paramos para almocar no Mc Donalds, algo que o Ale nunca gosta muito ;-)! Entramos no estado do Iowa, que cheira a vaca, ou como podemos dizer, cheira como se elas estivessem constantemente com dor de barriga... e tem bastante plantacao. Nos estados que passamos antes nao tinha muita agricultura, era sempre bastante deserto. Chegamos a nossa parada divertida la pelas 3 da tarde: Adventureland. Este eh um parque de diversoes e montanhas russas bem legal. Estava super vazio, o oposto da Disney, e tinha bastante brinquedo radical. Fomos no elevador, montanhas russas, e carrinhos que caem na agua que logico nos molharam bastante. Foi bem divertido. Na maioria dos brinquedos nao tivemos que esperar quase nada na fila, e algumas vezes podiamos ficar no carrinho e ir de novo no brinquedo, pois nao tinha ninguem esperando.
De la, pegamos o carro e dirigimos mais 1:30 pra chegar a Coralville, onde passamos a noite. No caminho vimos varias casas sendo transportadas em cima de caminhoes, inclusive uma que caiu do caminhao e estava tombada na estrada... Jantamos e vamos pra cama, amanha eh mais um dia puxado pra dirigir.
Assinar:
Postagens (Atom)




